14/11/2007
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No começo era uma novidade, todos queriam saber afinal o que era a tal da web 2.0. Com o passar do tempo, aos poucos fomos incorporando o conceito de colaboração online, onde somos nós que produzimos o conteúdo. De meros leitores, passamos a criadores. Então começaram a surgir centenas de sites com nomes esquisitos, todos pedido: vamos, entregue os dados para mim! E nós participando, interagindo, achando maravilhoso, nos divertindo. Pois é, era engraçado.


Quantos sites web2.0 você consegue ver aqui?

Acabamos reféns da Web 2.0. Sim, viramos escravos do Orkut, Facebook e outras redes sociais. Não conseguimos mais ouvir música na internet se não for no Last.fm. Nossos favoritos estão armazenados no del.icio.us. Por acaso existe algum melhor para guardar nossas fotos do que no Flickr? E o que seria dos vídeos online se não fosse o YouTube?

O que dizer do Google, que sabe mais de nossa vida do que nós mesmos? Nossos gostos, lugares que vamos, os amigos, os documentos, os vídeos que mais gostamos, o que nos interessa… Quantos dos serviços do Google você usa? E ele ainda vai integrar as redes sociais, imagina só no que vai dar!

A Web 2.0 é fantástica. E surpreendente, a cada dia descobrimos novos serviços em que olhamos e pensamos: como pude viver antes sem isso? Ou pior: Porque eu não inventei isso antes (e fiquei milionário)? Mas a cada dia que passa, dependemos mais dela. E se o del.icio.us tiver um grande problema e perder seus favoritos? Ou o Google apagar os seus documentos? Ou o Yahoo decidir que não vale mais a pena investir no Flickr?

Outro fator que inclusive gerou discussão no BlogCamp de Fortaleza foi a questão de privacidade. Ela está desaparecendo, simplesmente. Tudo tem um preço. Se por um lado queremos ter todo o conteúdo que quisermos ao alcance de um clique, por outro, temos que abrir mão de parte de nossa privacidade.

Eu confesso, não consigo mais entrar na internet sem usar qualquer um destes serviços que citei. Fora outros como Twitter, Rec6, Blogblogs, Technorati, Zoho… E você, de que serviços é refém?

Escrito por Cynara Peixoto
Tecnologia, Microsoft, Google, WEB2.0, Yahoo, You Tube, Orkut

6 Comentários

Gostei do teu texto, mas tenho uma opinião um pouquinho adversa.
Eu não me chamaria de refém, acho essa palavra muito forte. Da a impressão de que o indivíduo é obrigado a utilizar os serviços. Eu diria que quem usa, é digamos assim, privilegiado, informado, incluso, entre outras coisas, já que existem, até mesmo em meio aos profissionais de tecnologia, pessoas que nunca ouviram falar nos serviços que utilizamos.
E é como eu escrevi há um tempo no meu antigo blog, ainda sou do tipo que vai à praia, bebe cerveja, vai dançar no fim de semana e passo horas sem tecnologia se deixar hehe.
No meu caso, os serviços tidos como 2.0 são ferramentas úteis ao meu trabalho e a alguns hábitos, nada mais.

Valeu.

em 14/11/2007 às 3:09 pm

Felipe, achei interessante sua opinião. Mas ser refém não falo no sentido de estar sempre na frente do computador, mas de virar dependente do serviço na internet.

A pergunta chave é: Você aguentaria entrar na internet sem entrar em um site da web 2.0? Por quanto tempo?

em 14/11/2007 às 3:24 pm

Escrevi no twitter, mas aqui rola mais espaço, então é melhor para debatermos hehe.

Então, eu costumo ficar online apenas para estudar, trabalhar, ou seja, estou sempre lendo feeds, testando ferramentas e isso pede web2.0, ao contrário de quem fica na internet de bobeira usando IM ou sei lá, qualquer outra coisa menos importante.

No meu caso não da para ficar sem usar ferramentas 2.0, já que não me vejo em momentos do tipo “ah, vou entrar rapidinho apenas para ver meus e-mails” (isso é vício hehe).

Entendo o teu ponto de vista, acho bem interessante inclusive.

em 14/11/2007 às 3:49 pm

Pois é, Felipe. Como disse, você é dependente de web 2.0 assim como eu. Simplesmente não dá para entrar na internet sem utilizar estes serviços.

Uma pergunta: Porque a Microsoft comprou o Facebook por milhões? O que vale tudo isso é o site ou o conteúdo que colocamos nele? ;)

em 14/11/2007 às 4:36 pm

Bom Cynara, arrisco dizer que esse papo de publicidade online, motivo pelo qual a MS obteve uma pequena fatia do Facebook, seja apenas o primeiro passo para novas pesquisas, ferramentas entre outras coisas. Algo ao meu ver, muito além do que simplesmente concorrer com o Google, outra gigane em pesquisas e experimentos tecnológicos.
O que vale na minha opinião são as possibilidades que o site (encaro como uma aplicação) trazem ao usuário, isso agrega valor, muito por sinal. É a boa experiência do mesmo que gera a divulgação e que por sua vez torna a aplicação bem sucedida e valiosa.

E você, o que acha? ;)

ps: te adicionei no orkut. fazia um tempo que não participava de um debate tão interessante.
Bjo

em 14/11/2007 às 6:40 pm

Achei muito fraco o texto… não diz nada de novo e exagera beirando o sensacionalismo.

em 15/11/2007 às 3:06 pm

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